segunda-feira, 1 de novembro de 2010

O pior dia do ano.

Dia 02/11/2010. Hoje é um post muito especial. Não pelo fato de ser meu aniversário, mas muito mais pelo que ele significou hoje (e significará).

Sem meias palavras, quero logo anunciar que considero o dia de hoje como o pior dia do ano.

Por quê?

Bem...

Muitos esperam por esse dia ansiosamente, no entanto, eu costumo ficar indiferente.

Passaram-se os anos em que eu contava os segundos pra dar 00h, esperava os bonecos que ganharia (odiava ganhar roupas, assim como todo criança) e fazia questão de receber muitos recados pelo orkut e mensagens pelo celular. Hoje não espero mais presentes. Nem recados. Eu cresci.

E gosto de pensar que não estagnei.

Eu sigo em frente. O passado é importante, afinal, somos seres repletos de memórias. Isso está vinculado ao nosso ser, no entanto, acredito que esse dia não é o melhor dia para cultuá-las.

Memórias devem ser guardadas e conservadas in natura e, convenhamos, esse dia distorce imagens e concepções pelo calor do momento.

Passei o dia hoje com alguns dos poucos amigos que prezo e cuja amizade nunca quero perder. Quero agradecer de coração a essas pessoas (outros tantos ainda poderão comemorar comigo em outras ocasiões).

Vimos o pôr-do-sol na praia juntos, bebemos e conversamos e, para mim, tudo foi natural. Essa é a melhor comemoração que podia existir.

Nada de gala.

Nada de luxo.

Nada de falsidade.

Tudo que espero de um aniversário é que as pessoas que realmente importam pra mim, e pra quem eu realmente significo alguma coisa, me liguem. Ou de outra forma deixem suas felicitações. Mas isso não é tudo.

Minha maior alegria é ver e sentir o carinho das pessoas. Ser amado. Ser querido.

Penso que os anos me levaram bons amigos, mas que, ao mesmo tempo, fortaleceram laços ainda maiores e mais resistentes. Juntos, sinto-me protegido.

Meu maior presente é a convivência dessas pessoas. É a presença delas: o fato de nunca ser esquecido, de ser sempre querido, lembrado... isso me deixa alegre todos os dias.

Uma pequena mensagem. Um telefonema. Um aceno de dentro do ônibus.

Vale tudo.

Desprezo aqueles que virão me desejar parabéns por orkut, sendo que por muito tempo não trocaram um “oi” comigo.

Desprezo as mensagens daqueles (e daquelas!) que me deixaram de lado e me trocaram como pano velho (Eu não sou brinquedo de ninguém!).

Desprezo ainda aqueles que nem ao menos tentaram,

Sim, essa seria uma ótima oportunidade para se reatar uma amizade.

No entanto, o orgulho vence.

Se aproximar de alguém distante torna-se uma barreira intransponível, porém eu vejo que qualquer um pode atravessá-la.

Esse é o pior dia do ano por saber justamente quem são meus amigos de verdade. Por conhecê-los.

Sei que a mentira de muitos só deixam esse dia pior.

Tudo seria tão melhor se ao invés de um “parabéns, muitos anos de vida” esse alguém preferisse o silêncio.

Eu não estou contando parabéns. Muito menos isso é um leilão para minha amizade. Meu coração não pode ser loteado.

Odeio ainda esse dia pela atitude descompromissada de muitos que me trocaram por outros e agora já não são mais os mesmos.

E o pior é cara de pau de voltar, me felicitar e ainda dizer “eu te amo” ou mesmo “desejo tudo de bom” sem nem ao menos se comprometerem verdadeiramente com essas palavras.

Novamente, silêncio teria sido bem melhor.

Por fim, quero agradecer aqueles que me acompanharam, que dividiram comigo alegrias, dores, carinhos, momentos de indecisões, momentos de vitórias.

Vocês são meu mundo.

Desculpa por muitas vezes ser grosso ou duro de mais, mas espero que entendam que cuido de cada um de vocês como se fossem de minha própria família. Vocês deixam marcas em mim, assim como espero conseguir deixar minha pequena marca em vocês.

Espero todos vocês, amigos de verdade, em minha grande comemoração chamada vida.

Estejam comigo até o sopro final, pois saibam que de minha parte, estarei sempre com vocês.

Um abraço,

Obrigado pelas felicitações verdadeiras,

Arthur

sábado, 30 de outubro de 2010

Branco com manchas vermelhas.

Dizem que existe uma escuridão dentro de cada um de nós.

Particularmente, eu não acredito.

Acredito sim que todos nós temos defeitos,

E é cego aquele que não consegue identificá-los em si próprio,

Mas de bom grado sabe apontá-los em terceiros.

Acredito na inveja, o motor da sociedade.

Todos querem o que não podem ter,

São estimulados a isso, e assim, chegam ao fundo do poço.

Acredito principalmente na mentira.

Quem nunca mentiu para aqueles que ama?

Aqueles que jogam a primeira pedra,

Os que se dizem moralistas, defensores da verdade,

Esses sim deveriam ser apedrejados.

Alvejados por sua própria ignorância.

Acredito ainda na loucura.

Todos somos um pouco insanos afinal.

Aliás, há muito tempo a sociedade perdeu o juízo,

E sinceramente, as coisas são melhores assim.

Concordam?

Eu concordo.

E quem não acredita na solidão?

Ela está sempre ali, como uma sombra.

A melhor amiga do homem, talvez.

E sejamos sinceros, tudo isso está interligado,

No entanto, não faz nossa essência ser negra.

A nossa alma é branca, como um lençol.

Mas não completamente.

É branca com manchas vermelhas.

Vermelho do sangue daqueles que morreram.

sábado, 17 de julho de 2010

Reflexões individualistas

Eu sei que não cumpri o que prometi, não voltei a escrever no blog. Não tenho nenhuma desculpa dessa vez, aliás, chega de desculpas furadas, acho que é mais sincero dessa forma, prefiro agora falar que não escrevi porque não tinha saco para escrever, é mais honesto e mais “eu”.

Então é isso, não postei porque não quis! Então, se vocês enchem o saco, me pressionando, saibam que eu não funciono sob pressão em determinadas situações, no entanto essa não é uma delas, bom pra vocês (?) que vão ler as besteiras que eu vou escrever aqui.

Tem dias que eu acordo e penso “porra, acho que hoje eu vou escrever no blog” e logo vem à minha mente um milhão de temas sobre o que escrever, mas na hora de sentar na frente do PC para digitar, nada sai. Sabem por quê? Um real para quem acertar...

Porque não adianta fazer algo tão não espontâneo, eu preciso sentar na frente desse PC e escrever o que eu quero, na hora que eu quero, sobre o que veio na minha cabeça naquele momento, é assim que funciona pra mim. Eu sei que às vezes aquela baboseira “mimimi” sentimental vaza e acaba atingindo os olhos dos queridos leitores, perdão por isso, eu permito que vocês dêem skip nessa parte do texto e passem pra parte que eu xingo o mundo, falo palavrão pra caralho e indico música pra vocês ouvirem.

O post de hoje é sobre como eu não consigo lidar bem com as coisas que eu desejo e sobre como as pessoas não devem fazer coisas para agradar a terceiros. Então, se você não ta a fim de ler sobre essas merdas acima, então pule e vá pro final, que é o melhor que você faz. Se você mesmo assim ainda está lendo, parabéns! Aperte os cintos vamos ver o que diabos eu vou falar agora sobre os assuntos acima.

Nos últimos meses muita coisa aconteceu, coisas que eu não esperava que acontecessem tão rapidamente, levando a minha vida a outro patamar inesperado: namoro acabou, amizades foram perdidas, entrei de férias da UFRN, voltei a falar com algumas pessoas que há muito nem via, voltei com meu namoro, perdi várias chances de encarar uma “nova” vida, deixei de lado, mais uma vez, pessoas que são importantes pra mim, tudo para esperar mais um pouco... Eu gosto de encher a boca pra falar “o tempo resolve muita coisa”.

Mas, porra, ultimamente o relógio tem estado meio parado. Sei que vão aparecer novamente algumas pessoas dizendo “Por que você quer acelerar sua vida? Você deveria querer curtir ela integralmente, cada segundinho, porque a vida é boa!”. Caro(a), amigo(a), geralmente sou eu que cuspo essas merdas de auto-ajuda nas pessoas, quando elas precisam, eu conheço muito bem o discurso de “vamos aproveitar a vida, yeah!”, mas não é sobre isso que eu estou falando.

Há muito tempo eu tenho esperado que algumas coisas aconteçam, eu implorei pra que elas acontecessem, que isso tudo mudasse, que eu voltasse a sorrir feito um retardado como eu costumava fazer, quando eu não tinha que levantar o peso do mundo (exagero detected) nas minhas costas, quando eu não tinha que resolver minhas merdas e as merdas dos outros.

Ok, essa última parte é falsa, eu sempre fiz isso.

Nunca gostei de ser o líder dos Power rangers, sempre achei que aquele collant vermelho não combinava comigo e que isso me estressava e adivinha?! Estressa sim! Pra caralho... Mas mesmo assim, é melhor encarar o estresse do que viver apagado, a custa dos outros, sendo rolado de um lado pro outro, como uma bola, assim como estava acontecendo ultimamente. Eu tomei de volta as rédeas da minha vida, vou aceitar que eu vou me fuder muito ainda, mas que tudo isso faz parte do que eu sou.

Certo, estou fugindo do assunto de novo, eu estava falando de como eu queria algumas coisas, queria que algumas coisas acontecessem e voltassem a acontecer. Sinto falta das minhas amizades de 3 anos atrás, quando tudo era muito retardado, tudo era engraçado, eu usava boné vermelho levantado pra cima, feito um marginal, tinha uma banda de garagem com os melhores amigos, coisas aconteciam inesperadamente, mas diferente do que acontece hoje em dia, elas eram boas.

Não gosto de aceitar que essas coisas não vão voltar. EU QUERO que elas voltem, mas meus esforços unilaterais não têm dado resultado: eu falo, eu peço, eu brigo, mas as coisas continuam paradas feito um pinto broxa de um velho de 95 anos.

Então, a mensagem (todo blog desse tipo tem que ter mensagem, está no contrato com o site) é: não deixe as coisas passarem na sua frente sem você fazer nada. Não deixem elas partirem. Num futuro bem próximo você sentirá falta e irá correr atrás, e essas coisas não vão voltar.

Minha incapacidade de lutar pelo o que eu quero agora com receio de machucar à terceiros é o gatilho que me levou a escrever sobre o segundo tema: o desejo quase sexual das pessoas em querer agradar aos outros.

Primeiramente, antes de você sequer raciocinar e pensar sobre o que eu vou falar: PARE COM ESSA MERDA AGORA MESMO!

Deixa de ser retardado.

Eu já estive nesse caminho, e às vezes (muitas vezes), eu continuo fazendo isso inconscientemente e continuo botando outros à minha frente, com medo de perder amigos, de fazê-los tristes, mas o que eu não percebo é que eu me fodo muito mais do que eles para tirar o peso das costas deles. Não dá pra fazer isso sempre, então, para sua própria saúde, pare de dizer “sim” a tudo que é ruim, pare de aceitar calado coisas que você não gostaria de fazer, comece a pensar em si mesmo.

“Caramba Arthur, tem uma festa que eu preciso ir urgentemente, mas eu to sem grana, me empresta 20 reais?”

Depois o buraco fica na minha conta bancária, faz falta no final do mês e quem tem que ser virar pra cobrir isso sou eu. Acham que eu sou o que?! Filho de papai? Meu pai não é dono de porra nenhuma, eu não sou caixa eletrônico! Se você quer dinheiro a partir de agora, filho da puta, então vá trabalhar, vagabundo!

Estou sendo muito duro?!

Foi mal, mas é porque eu não agüento mais ver as pessoas se ferrarem pra agradar aos outros! Peguem a droga do meu exemplo e façam disso o seu exemplo para que vocês não cometam o mesmo erro que eu.

“Arthur, tem uns caras querendo bater em mim, você pode ficar comigo um pouco, to com medo de sair só...”

Ah, porra! Deixa de ser marica! Foi você que arrumou a porra da briga e sou eu que me ferro?! Sou eu que vou apanhar depois?! O que você fez por mim?!

Ou então...

“Arthur, tem uma mina que eu to muito a fim dela... Tem como você falar com ela?”

PARA TUDO!

Porra, quem vai pegar a mina?! Sou eu você?!

Levanta essa bunda gorda dessa cadeira e vai viver, caramba! Para de depender dos outros... Isso é uma coisa que eu não aceito! Eu não agüento pedir coisas pras pessoas, prefiro sofrer calado, estar morrendo de dor do que pedir algo pra alguém que mal conheço, ou que eu sei que não confio.

Outro dia foi Nathalia que disse pra mim às 22h, quando eu tava na casa de um amigo “vamos sair com a gente amor, o namorado de fulana te pega e te traz aqui”. Resposta: NÃO! Eu não conheço fulano, não ando com quem não conheço e muito menos pego carona dessa forma! Imagina aquele delicioso silêncio dentro do carro... Sabe o que é isso?! Um estranho pegando carona com estranho!

Ah, você não é assim?! Você é do tipo que pede tudo pros “amigos”, mas que na hora de retornar os favores não o faz?!

Vá tomar no cú (com acento, mesmo _|_)!

Quer dizer que eu tenho que amar, cuidar, por nas mãos, tratar como príncipe/princesa, não magoar, fazer tudo que pedem, emprestar dinheiro, dar minha alma, vender minha casa, dar meu sangue, mas você não pode fazer nada por mim?! Você não consegue nem chegar perto de mim e perguntar “ta tudo bem? Precisa de alguma coisa? Quer conversar?”. É muita sacanagem.

Ah...! E eu mencionei que quando dizemos não pra pessoas desse tipo elas dizem por trás de nós coisas como “Aquele mesquinho nunca faz nada que eu quero/nunca me ajuda/nunca me empresta dinheiro”. Ah, velho... Pro inferno com tudo isso.

Lembra do que eu falei agora a pouco, sobre como eu não me dou bem com meus desejos? Com as coisas que eu realmente quero nesse instante mesmo? É tudo culpa disso! Desse comportamento auto-destrutivo que põe os outros em primeiro lugar.

Nunca mais.

A partir de agora, o que eu quiser, eu vou atrás, se isso me fizer feliz, mas magoar outra pessoa, paciência, eu sei que você faria o mesmo.

Sei que somos seres individualistas, numa sociedade individualista e que esse pensamento segue o mesmo padrão, mas se for pra ser feliz, então eu vou encarar esse individualismo, porque eu não agüento mais ouvir as pessoas falando de mim, da minha vida, sobre o que eu sou ou como sou se ninguém vive minha vida, se ninguém mesmo pode escutar.

Vamos, calce meus sapatos pelo menos uma vez e veja o que eu vivo, como eu sou, daí você pode me chamar do que quiser.

Não deixem eles falarem do que quiserem, sem saber. Não deixe de alcançar seus desejos, abrindo mão deles para agradar a outros. Pense um pouco em você e veja o que há de errado nessa confusão toda que é a vida. Tente organizá-la antes de querer agradar aos outros.

Bem...

Finalizando, eu quero indicar um CD que ouvi e uma banda “nova” que descobri essa semana: O CD do Eminem, o Recovery, está muito bom, para quem gosta do estilo... Shady is back com suas letras que falam de sua vida, seus problemas, mas que poderia muito bem ser a trilha sonora de sua vida. Buckcherry é o nome da banda de Hard Rock que foi indicada ao Grammy de 1995 e, entre seus maiores sucessos, destaco Sorry, Next 2 You e Crazy Bitch. Curtam no volume máximo!

Obrigado pra vocês, que entram nesse blog abandonado de vez em quando, para ver se eu postei algo novo! Como sempre, vou prometer ficar mais presente, mas duvido muito!

Fiquem ligados!

ArthurR

sábado, 29 de maio de 2010

Perfeição é enganosa, é uma vadia sem coração.

Olá cidade do pecado,

Nem lembro mais quando foi a última vez que eu postei aqui. Para ser sincero eu nem lembro mais o que eu fiz noite passada.

Engraçado como eu tinha todo um repertório na ponta dos dedos para escrever aqui. As palavras vinham fluindo em minha mente durante todos esses dias. Eu queria falar de amor, de ódio, de medo, raiva, frustração, excitação... Uma gama de sensações e sentimentos que norteiam o que conhecemos hoje em dia como "vida social".

Não quero mais falar sobre isso.

Agora, eu resolvi escrever o que vem à minha mente nesse momento alcoolizado ouvindo meus amigos falarem merda em comemoração ao aniversário de @everton.faça.um.twitter enquanto eu escuto o bom e velho blues.

Essa semana foi uma semana que vai marcar minha vida, de um jeito bom ou ruim (provavelmente péssimo). Perdi um grande amor para as armadilhas que foram criadas por nós mesmos. É incrível como o coração pode ofuscar nossa visão, nossos instintos e nosso cérebro, o que às vezes eu desconfio estar cada vez mais deteriorado. Não percebi o quão dependente eu estava dessa garota que comigo esteve por um ano e nove meses... Porra, isso é mais do que o suficiente para duas gestações humanas completas! É algo a se pensar... Não sei até quando ela vai me amar. Não sei nem se ela inda estará aqui para mim, mas somos assim, nos acomodamos e nos acostumamos... O processo contrário que é difícil. Desapego é algo em que tenho de me treinar. Deixar as coisas irem, sabendo que um dia elas voltam. Sempre voltam.

Essa semana também eu me deparei com um problema que eu, sinceramente, eu nunca tinha parado para pensar: minha própria mortalidade. Eu sei que parece idiota, mas eu me vi perguntando o que será após o fim. Uma eterna escuridão? Um mundo repleto de espíritos? Inferno? Céu? Bem, na visão cristã eu com certeza irei rumo ao mundo de satã, o sedutor dos fracos de espírito. Mas, cá pra nós, eu prefiro ser um fraco. Eu adoro uma cerveja, gosto de romance, amor carnal, intrigas e sou um tanto quanto curioso... Ou seja, tudo que um homem comum é e gosta.

Outra coisa que eu pensei muito essa semana: Rotina é uma coisa FODA. Acordar, escovar os dentes, banho, café, aula, aula novamente, busão, casa... Isso é muito lixo. Essa semana eu resolvi mudar, sério. Mudar. Resolvi acordar pra vida. Andar só por andar, só pra não ficar em casa. Conhecer novas pessoas. Conversar com pessoas com que eu convivo há um tempo, mas nunca tinha falado antes. Isso também é aproveitar a vida. Carpe fuckin’ diem.

Acordar pra vida. Renascer. Ressurgir. Remodelar. Reviver.

Tudo isso é válido para tornar isso tudo mais agradável.

Eu quero sentir o vento bater no rosto em uma madrugada fria. Um copo de Jack Daniel’s na minha mão e um blues rasgado tocando no som. Tudo isso só para me sentir vivo.

Lembro que um dia alguém me disse “a vida é foda, é complicada, triste, chata, mas não sei se agüentaria o tédio sem tudo isso” eu gosto de pensar que essa vida realmente é FODA, mas é tão gostosa de viver.

Mudando de assunto novamente: eu gostaria de ver um pouco de consciência nas mulheres de hoje em dia. Porra, eu tenho convivido com algumas que, nossa, são MUITO inconseqüentes. É legal se divertir, curtir a vida, mas quando fere o espaço do outro, então é melhor recuar, reconhecer que errou e procurar outra coisa, outro caminho. Foda-se o veneno delas, ou pelo menos o de algumas delas. Mantenha essa língua bifurcada entre os dentes, pelo menos perto de mim.

Desespero, ciúmes, duas-caras, indiferença, mentiras... Por que tudo isso tem de andar de mãos dadas?

Eu desisti de tentar entender questões como essa... Agora eu só deixo essa coisa toda fluir. Todos me dizem que eu sou um fodido, mas porra! Todos são muito mais fodidos e sacanas do que eu... Mal intencionados. Pelo menos eu sou sincero, protejo os meus.

Por fim, o último aspecto dessas minhas divagações estranhas e alcoolizadas: a capacidade humana. Eu me surpreendi com o que podemos, com o que o nosso livre arbítrio nos prestigia. Não temos asas para voar, mas temos aviões. Não temos guelras com os peixes para respirar em baixo d’água, mas temos tanques de oxigênio. Temos ferramentas para construir e infelizmente temos armas para destruir, tudo isso nessa intensa dança caótica nesse mundo imundo, mas que com um toque de personalidade e de boa vontade, torna-se facilmente em um bom lugar para se viver. Pelo menos eu gosto.

Um dos meus professores da UFRN estava comentando as ideais de Niebuhr, que compactuava com as previsões que esses filósofos positivistas do inicio/metade do século XX faziam: o progresso humano iria gerar a união das quatro igrejas, formando a igreja universal, gerando assim, o estado de vivência perfeito, onde a música angelical seria o tom e a perfeição seria atingida.

Sinceramente, eu prefiro meu mundo sujo e corrompido. Prefiro meu rock ‘n’ roll como música de fundo e acima de tudo, prefiro essa imperfeição em que vivemos, pois acredito fortemente que não existe tal coisa como perfeição e, mesmo se existisse ou se um dia chegar a existir, iria ser chato pra caralho e enjoativo. Perfeição é enganosa, é uma vadia sem coração.

Manteremos contato em breve, aproveitem essa folga de mim.

Carpe fuckin’ diem.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

No rest for the wicked!


Vou economizar um pouco aqui nas palavras, não estou podendo escrever muito (logo, logo entenderão o porquê).

Vou começar meu relato pelo dia de ontem... Como os mais chegados sabem, ontem era o aguardado dia do teste do Detran. Depois de um mês (mais, na verdade) me fudendo pra chegar na hora na auto-escola, sem atrasar, sem faltar aula, finalmente poderia deixar aquilo tudo pra trás e curtir minha última semana de férias!

Acordei bem cedo ontem, me arrumei, tomei café e finalmente a tensão tomou conta de mim. Exame do Detran é assim: Fudeu, fudeu. E eu não queria me fuder, queria passar.

Uma parada rápida pra deixar meu irmão e minha mãe na UFRN, em seguida vou pro lugar do teste. A galera da minha auto-escola ainda não chegou. Espero um pouco, eles aparecem. Ponho minha digital e oficializo minha presença... Tudo certo! Agora vamos esperar o perito chegar. Eram 9hs.

9h30... Nada.

10h... Nada.

10h30... O perito chegou! Vem cheio de piadinhas, como se fosse o dono do lugar. Ele diz “Os que vão fazer moto, podem se encaminhar pra lá, eu irei avaliar vocês em instantes.”

Eu e mais 3 rapazes da minha auto-escola vamos para lá. Estamos nervosos. Muitas pessoas ferram tudo no exame da moto. Eu particularmente não sabia andar de moto, aprendi na auto-escola. Estou nervoso. Vontade de mijar. O banheiro fica longe. Merda.

O perito espertão manda outro cara fazer o exame. Aos poucos a galera vai indo fazer o exame. Galera vai passando, fazendo tudo certo... Boa! Agora é minha vez... Fui deixado por penúltimo. São 11h e pouco... Sol ta foda, mas vamos lá! Faço os procedimentos de segurança e ele me dá o “ok”. Ligo a moto, preparo a embreagem e acelero. Espera! Freios, freios! Um cara que tinha feito um exame antes botou a moto colada na minha! Ia batendo...

Droga, tive de por o pé no chão. Perdi dois pontos... Só posso perder 3.

Começo o exame. Estabilidade perfeita. Ligo todas as setas. Faço o labirinto perfeito, faço o oito perfeito. Faço a prancha perfeita (a prancha é uma reta que você deve se equilibrar em cima até o fim), faço os cones, faço a parada obrigatória. Beleza... Passei! Estou feliz. Fiz tudo certo. Meus amigos de auto-escola acenam e fazem o sinal pra dizer que eu fiz tudo certo! Massa.

Agora a merda: O perito vem até mim e diz “Lembrando que você devia ter se equilibrado na prancha”

Então eu retruco, calmamente: “Eu passei na prancha, tenho certeza!”

E ele: “Eu não vi isso... Se você está dizendo...”

E ele me dá as costas. Porra! Eu pensei “Me fudi... Reprovei! Esse bixo me reprovou só porque sentiu vontade! Droga! Droga!”

Me acalmo e me preparo pra fazer o exame do carro. São 15min pras 13h. Eu sou o último a ser avaliado no Detran. Meu instrutor da auto-escola vem me dizer que eu ferrei tudo na moto... Shit! Já não vou sair com a carteira tão cedo...

Fico nervoso. Fico triste. Um perito diferente é mandado até mim... Diferente dos outros que os meus colegas tiveram! Esse é casca grossa. Ele é grosso comigo, faz pressão. O teste começa bem, faço meia-embreagem, setas... Até que ele diz “você esqueceu de me mandar botar o cinto”.

Shit! O outro perito (como eu fiquei olhando o teste dos outros meninos, eu vi) sempre botava o cinto! Droga!

Faço a baliza. Perfeita. Ele avisa que posso continuar. Não lembro o que ele fala, mas eu respondo na hora errada... Me atrapalho e deixo o carro morrer. Ele anota na prancheta e sorri. Eu continuo o teste. Termino. Pego carona com a galera da auto-escola. Conto o que houve. O instrutor me diz que eu reprovei, mas que em março posso tentar de novo. Merda.

Vou pra casa da minha avó. Conto tudo que aconteceu. Fico triste. Fico com raiva. Foi tudo pressão psicológica e alguns pequenos detalhes:

1 - O perito da moto QUIS me reprovar.

2 – O instrutor me deu a noticia da moto na hora que eu ia fazer o carro.

3 – O carro que eu dirigia na auto-escola é BEM diferente do que eu fiz o exame.

4 – O perito que eu peguei fez pressão psicológica... Bastante! Pra quem estava no Detran desde às 9h sem tomar café e tomando sol quente com nervosismo acumulado...

Bem... Toda essa pressão é parte da máfia que o Detran é... Tudo isso é pra ver se eu solto 150 reais pra eles me aprovarem... EU NÃO DOU, BANDO DE ESCROTOS! Eu faço essa porra toda de novo, mas eu não dou nenhum centavo!

Almoço. Me deito um pouco. To puto, muito puto. Soco a parede. Lágrimas de raiva querem cair. Ligo pra Nathalia... Desculpa por te decepcionar! Você e todas as pessoas que acreditaram em mim... Sorry! Fico deitado enquanto, ainda puto, as lágrimas começam a cair. Só assim pra eu chorar hoje em dia... Raiva.

Meu pai me dá uma carona, vou pra casa. Atualizo as coisas da net... Orkut, Twitter, Popmundo... Finalmente entro no site do Detran... Só pra confirmar a derrota. Ponho o CPF... Espera... Não acredito...

PASSEI NESTA PORRA! EU PASSEI!

Ligo pra geral pra contar as novidades! To tão feliz que sinto vontade de tomar todas à noite! Mas nem dá... Tem futebol americano, primeiro treino!

Nathalia vem ficar comigo à tarde, pra comemorar! Assistimos Lost juntos e jantamos... Bons tempos!

Vou pra casa de Alyson onde os meninos já me esperam... São 20h! Hora de começar o treino!

O treino começa leve... Aquecimento e uma corridinha. Na corrida eu me destaco... Chegando a fazer 5,3 segundos! O segundo que fez melhor fez 5,7! Uhul!

O treino muda, a galera já ta ofegante... Agora temos que pegar as bolas lançadas!

(Lembrando que não tem luz no campo da UFRN, é foda enxergar!)

O rapaz que está treinando os iniciantes ensina a pegada da buceta, a forma ideal de se agarrar a bola.

Várias escapam de mim, mas consigo pegar uma linda! Isso! Ganho elogios! Vamos pra próxima bola... Ele lança. Eu não consigo enxergá-la. Sinto ela raspando no meu dedo mindinho, não pego.

Vou buscar a bola, que correu longe. Percebo algo estranho com meu dedo... Espera... Ele está... DEFORMADO! Puta que pariu, quebrei/ desloquei o dedo!

“Errr... pessoal, acho que quebrei o dedo...” – Digo eu, levantando o dedo super torto pra mostrar pro pessoal.

Alyson e Salgado se prontificam pra me levar pro hospital no carro de Jumentão. Beleza! Valeu galera! Vou pegar minha bolsa, me sinto enjoado no caminho. Vomito um pouco. Levanto, bebo água e saio.

O carro voa.

Eu grito de dor.

Está foda agüentar... Muito foda. Meu dedo está num ângulo estranho.

Peço álcool, eles não tem! Merda! Ta doendo, porra!

Peço rock no som, não tem!

Alyson põe Bon Jovi, You Give Love a Bad Name. Eu canto junto, ou pelo menos tento... A dor me faz gritar mais alto!

Peço um som mais pesado, não tem! Droooga!

Chego no hospital, vou direto pra urgência, o médico pede raio x, vou tirar. A moça do raio X solta um “ah meu deus! Isso ta muito feio!”

Saio, fico do lado de fora com Alyson, Salgado, Meu pai e meu irmão. Peço pra Alyson tirar fotos minhas, do meu dedo fudido, ele faz.

Vou direto pra sala do gesso. O médico fecha as portas.

Ele avisa que não tem nada quebrado, que eu só fodi o ligamento do dedo e que desloquei ele todo... Vai precisar por no lugar.

Ele não me dá anestesia. Ele imprensa meu dedo com força, não entra no lugar. Eu grito. Grito de novo. Ta foda agüentar a dor...

O médico pede desculpa por ter errado. Eu me sinto tonto. Ele tenta de novo. Eu grito novamente, mais alto. Meu dedo faz “tlec” e entra no lugar.

Me sinto enjoado... O médico manda eu deitar. A dor vai diminuindo... Ele me dá um remédio pra dor. Eu começo a rir sozinho na sala. Rio mesmo. Gargalho. Essa dor ta passando. Que bom!

Alyson e Salgado vão embora. Eles me avisam que gravaram o áudio de quando eu grito de dor na hora de por o dedo no lugar. Hehehe... Quero ouvir isso depois!

O médico manda enfaixar meus dedos, põe uma tala de gesso e diz que vou ficar assim por duas semanas... Shit!

Estou drogado. Não sinto mais dor. Estou meio tonto. Meio leve. É o efeito do remédio.

Meu pai me dá um sorvete, que eu tomo feliz! Valeu paizão!

Vou pra casa, dou boa noite à Nathalia, durmo. To acabado e drogado... Que maravilha de dia! Passei no Detran e quebrei o dedo... Ainda não posso dirigir!

É isso aí galera... Esse foi o resumo da minha quarta-feira insana... Pra completar o hall de novidades, hoje teve teste pra vocalista do Kujihan e eu passei... Modéstia à parte... Eu cantei bem! Agora é só ensaiar porque já tem show no Yujô e quem sabe vem o Saga Jam por aí... Vou dar o gás fudido!

Finalmente, quero agradecer a galera que me apoiou nessa quarta insana e que torceram por mim no teste do Detran... Quero agradecer aos meus pais, meu irmão, Alyson, Jumentão, Salgado, Everton, o brother, Tony, Kobayashi Sano, Wendell, Thyago Marrom, Nathalia, Hachiko, Ana Luiza, Nijus e Suko! Valeu galera!

Se eu esqueci alguém, sry, obrigado você também que torceu!

Agora... Quero mandar um foda-se pra galera que duvidou de mim... O meu “vão se fuder e tenham uma boa noite” pra vocês!

Ah... E pra galera que me avisou que futebol americano era perigoso, que eu ia me quebrar... Vocês estavam certos, mas mesmo assim eu ainda quero treinar! :P

Um abraço, galera! Até a próxima!

Arthur, o homem que digitou tudo isso apenas com uma mão.


É... No rest for the wicked!

(No começo do post tem o meu raio-x, espero que consigam enxergar o tamanho da presepada!)

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

É a mais pura verdade.

Depois de tanto tempo sem postar estou finalmente voltando às atividades.

Durante esse tempo muita coisa aconteceu, seria idiota da minha parte sair listando acontecimentos, então, vou me ater às coisas mais importantes:

- Depois de nossas aventuras jogando bola de madrugada em Ponta Negra, decidimos profissionalizar o negócio e começamos o “futebol arte das quartas” lá na casa de Alyson! Uma pelada de alto nível e pouca habilidade! É sempre engraçado e muito bom pra se exercitar e baixar o bucho de cerveja (e ainda rola um açaí em seguida pra repor as energias!).

-As férias enfim chegaram, pena que não pude curtir intensamente como imaginava! Precisei dar cabo da auto-escola... Atualmente estou terminado as aulas práticas! Se tudo der certo, estou de carteira antes do carnaval.

-Ganhei uma bolsa na UFRN, na área de Arqueologia e Egito com uma das melhores professoras do departamento! Sou sortudo pra caralho.

Bem, não vim aqui para apenas contar os últimos acontecimentos, nem para recomeçar meu “diário louco” para vocês lerem e rirem. Decidi hoje escrever um pequeno pensamento, algo que possa arrancar um peso do meu peito, algo que está entalado na minha garganta.

Tenham paciência, logo termina.

Quem me conhece sabe que meu passado é cheio de curvas no caminho, pedras... Opa! Pedras não, montanhas! Montanhas enormes no meio do caminho! São coisas que posso enxergar vindo ao longe, no horizonte, mas não consigo escapar, não consigo desviar. Os problemas e as “merdas” me acompanham para onde vou.

Eu sei que tenho uma forte tendência auto-destrutiva... Certa vez disseram pra mim, “Arthur, você mais parece uma bomba-relógio ambulante! Carrega segredos de todos, fardos que não são teus e ainda de quebra tem que agir como líder, não deixando a peteca cair... Mesmo assim você ainda consegue arrumar tempo para se auto-destruir, seja com garotas, numa noite de farra ou apenas num ensaio da banda!”.

É a mais pura verdade.

Meu aniversário de 18 anos é uma boa prova.

Uma lata de cerveja, um copo de whisky, uma noite com os amigos (zoando e detonando tudo), um dia de ensaio... Isso já basta para tirar da minha cabeça às responsabilidades, o peso dos segredos e dos fardos, mas infelizmente, meu cérebro é dotado de uma capacidade incrível de armazenar coisas “inacabadas” e isso martela freqüentemente, fazendo-me pequenos lembretes do que é preciso terminar.

Coisas como trabalhos inacabados, jogos de vídeo-games que não zerei, pessoas que não me despedi, músicas que não terminei de compor, pessoas que não vejo há muito tempo, beijos que nunca dei, chances de fazer coisas que não voltam mais... Não quando queremos, na hora que queremos.

Eu penso que deve ser por isso que cobro tanto de mim, em tudo. Acho que essa é a razão desse meu comportamento “bomba-relógio”. Se eu pudesse acertar tudo, eu o faria, removendo as montanhas do meu caminho...

Então eu continuo me entregando a qualquer coisa que vicie... Qualquer coisa que me mantenha distante das peças que minha mente insista em me pregar.

Insiste. Persiste.

Não é isso que quero para mim, não é isso que eu mereço.

Decido enfim ir buscar algo além. Não além do arco-íris, isso seria muito gay. Além do que eu tenho. Sair dessa minha zona de conforto e buscar enxergar além do véu.

Vou procurar então acabar meus trabalhos, zerar os jogos que sempre quis terminar, me despedir de pessoas a quais nunca disse um adeus, acabar as canções que permeiam minha mente, ver pessoas que não via há eternidades inteiras, cumprir minha palavra com quem devo, o último, quem sabe? Não... Não gostaria que fosse assim. Gostaria de um novo começo, isso sim...

Preciso realmente terminar o que comecei. Eu sou assim, faz parte da minha essência. Se não der certo encerrar o que preciso, bem...

Paciência.

Sigo então meu caminho interditado, não me importo, vou continuar tentando fazer desvios. As montanhas eu posso quebrar com meus punhos, basta que eu queira. Sei que vou me machucar, mas o que nessa vida, que vem para o bem, não machuca antes um pouco?! Nada vem de graça... Isso eu tive de aprender da maneira mais difícil possível. Vou continuar andando pelo meu caminho, enxergando meu passado, onde meus sonhos residem, pois quem sabe um dia eu consiga reencontrá-los em meu presente.

sábado, 31 de outubro de 2009

Estar sozinho não é mais uma opção. Você pode mudar, pode crescer! Essa merda de destino não existe, você constrói seu próprio caminho!

Meu aniversário de 18 anos está chegando... Maioridade! Uhul! Mas sinceramente, não vejo esse acontecimento como uma "grande coisa". Eu mudo, o mundo parece continuar estático. Lembro de quando tinha apenas 10 anos e me maravilha indo ao shopping com meus amigos, apenas pra andar... andar... andar... Como eu andava! No fim do dia íamos para a Game e jogávamos videogame até nossos dedos estarem esfolados e um sorriso estar bastante esticando em nossos rosto. Nesse tempo as coisas eram simples. Hoje em dia, estou mais crescidinho. Vivo em um mundo de mentiras e falsidades, onde pessoas humilham pessoas para ganhar o tal "sorriso no rosto". Vejo grosserias unilaterais para satisfação própria. Vejo pessoas que se amam traindo-se. Vejo indiferença no rosto de cada um com que convivo, o "um" ignora o "todo". Vejo e entendo. Eu cresci, afinal.

Não sou um sociopata. Não sou nerd. Não sou um estranho à sociedade. Eu vivo nela oras! Preciso estar integrado! Mas a grande diferença entre eu e "eles" é que eu não me vendo tão fácil. Eu não compro o que não conheço. Não glorifico falsos santos. Não elevo a uma categoria superior os playboys e as patricinhas... Enfiem vossos salários nos respectivos rabos.

Eu vejo essas pessoas solitárias, vejo pessoas que tem tanto a oferecer socialmente, com um bom papo, uma boa cabeça, boas idéias, mas que não sabem como expor isso... Sentem medo dessa sociedade corrompida que só nos impõe o "não", nunca o sim. Desde pequenos ouvimos nossos pais dizendo "não faça isso!", "não faça aquilo", "não enfie o dedo no nariz!", "não fale palavrão"... O "sim" é muito raro. Vivemos no mundo do "Não".

Vejo muita gente indo para o caminho errado: Drogas, álcool, prostituição... Nada disso vai fazer desaparecer o "não" da sua vida. É preciso contornar isso indiretamente. É preciso achar um meio para que as possibilidades comecem a aparecer, os "sim's". Eu confesso, eu aprendi a fazer isso. Eu era o que chamavam de "lobo solitário", não confiava nas pessoas. Fazia amizade fácil, mas só com aqueles com quem eu achava que me daria bem. Percebo agora, que mesmo num mundo deturpado como esse, pessoas ainda tem (pouco, mas têm!) valores para apresentar, para compartilhar.

Hoje me vejo falando com estranhos. Falo com eles, eles me elogiam! "Adorei esse cara!", "Esse cara é demais!", "Fique um pouco mais!", e eu simplesmente adoro isso. Nunca fui extravagante, nunca gostei de chamar atenção. Sou gentil com todo mundo, escondo meu interior bruto e violento apenas para mim. Vejo nas pessoas, qualidades que se escondem no escuro de suas personalidades. Vejo nas pessoas, oportunidades, crenças, gostos pessoais... Vejo lapsos de humanidade há tanto tempo esquecidos.

Estar sozinho não é mais uma opção. Você pode mudar, pode crescer! Essa merda de destino não existe, você constrói seu próprio caminho! Se você acha que o melhor para si é ir para boates e bares todos os dias... Vá, porra! Se você acha que o melhor é cheirar cocaína e ficar morto de bêbado, faça caralho! Mas se você acha que as melhores coisas da vida estão nas pequenas coisas, nas sombras da personalidade de cada um... Então faça isso, esteja com pessoas. Você não precisa ser o nerd espinhento sentado na cadeira em frente a um computador dia após dia. Você não precisa ser o homem de negócio, cheio de responsabilidades. Você não tem que ser o líder, carregando as dores dos outros em suas costas. Você tem que ser aquilo que te agrada!

Então faço o seguinte: Ponha sua música favorita no volume mais alto! Não escute nada emo, nada que te ponha pra baixo! Ponha "aquele" rockzão no som! Tome um belo banho, se barbeie/depile, escolha sua melhor roupa, ponha acessórios que te faça imponente, aquele perfume, chame um amigo de confiança e vá para o shopping/bar/boate/[insira aqui seu ambiente preferido]. Converse com estranhos. Nada daquele papo "Oi, meu nome é xxxx, como vai?", Não! Seja interessante, mostre o melhor de você, fale aquilo que não deixa as outras pessoas com tédio. Essa é a fórmula mágica para conhecer pessoas, sério.

Então, se você acreditar em mim, pode ser que perceba que o mundo não é só espinhos. As portas se abrirão e, tenha certeza, você vai passar a escutar muito mais "sim's" do que "não". A vida está apenas começando, mas ela é curta... Não desperdice ela na frente do PC, ou jogando coisas idiotas, falando com outros idiotas que não merecem. Vá a caça, o mundo é seu.

Faça de cada dia, "o" dia. Boa vida.

;D


(Post ao som de Something to Believe In - Bon Jovi)