quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

No rest for the wicked!


Vou economizar um pouco aqui nas palavras, não estou podendo escrever muito (logo, logo entenderão o porquê).

Vou começar meu relato pelo dia de ontem... Como os mais chegados sabem, ontem era o aguardado dia do teste do Detran. Depois de um mês (mais, na verdade) me fudendo pra chegar na hora na auto-escola, sem atrasar, sem faltar aula, finalmente poderia deixar aquilo tudo pra trás e curtir minha última semana de férias!

Acordei bem cedo ontem, me arrumei, tomei café e finalmente a tensão tomou conta de mim. Exame do Detran é assim: Fudeu, fudeu. E eu não queria me fuder, queria passar.

Uma parada rápida pra deixar meu irmão e minha mãe na UFRN, em seguida vou pro lugar do teste. A galera da minha auto-escola ainda não chegou. Espero um pouco, eles aparecem. Ponho minha digital e oficializo minha presença... Tudo certo! Agora vamos esperar o perito chegar. Eram 9hs.

9h30... Nada.

10h... Nada.

10h30... O perito chegou! Vem cheio de piadinhas, como se fosse o dono do lugar. Ele diz “Os que vão fazer moto, podem se encaminhar pra lá, eu irei avaliar vocês em instantes.”

Eu e mais 3 rapazes da minha auto-escola vamos para lá. Estamos nervosos. Muitas pessoas ferram tudo no exame da moto. Eu particularmente não sabia andar de moto, aprendi na auto-escola. Estou nervoso. Vontade de mijar. O banheiro fica longe. Merda.

O perito espertão manda outro cara fazer o exame. Aos poucos a galera vai indo fazer o exame. Galera vai passando, fazendo tudo certo... Boa! Agora é minha vez... Fui deixado por penúltimo. São 11h e pouco... Sol ta foda, mas vamos lá! Faço os procedimentos de segurança e ele me dá o “ok”. Ligo a moto, preparo a embreagem e acelero. Espera! Freios, freios! Um cara que tinha feito um exame antes botou a moto colada na minha! Ia batendo...

Droga, tive de por o pé no chão. Perdi dois pontos... Só posso perder 3.

Começo o exame. Estabilidade perfeita. Ligo todas as setas. Faço o labirinto perfeito, faço o oito perfeito. Faço a prancha perfeita (a prancha é uma reta que você deve se equilibrar em cima até o fim), faço os cones, faço a parada obrigatória. Beleza... Passei! Estou feliz. Fiz tudo certo. Meus amigos de auto-escola acenam e fazem o sinal pra dizer que eu fiz tudo certo! Massa.

Agora a merda: O perito vem até mim e diz “Lembrando que você devia ter se equilibrado na prancha”

Então eu retruco, calmamente: “Eu passei na prancha, tenho certeza!”

E ele: “Eu não vi isso... Se você está dizendo...”

E ele me dá as costas. Porra! Eu pensei “Me fudi... Reprovei! Esse bixo me reprovou só porque sentiu vontade! Droga! Droga!”

Me acalmo e me preparo pra fazer o exame do carro. São 15min pras 13h. Eu sou o último a ser avaliado no Detran. Meu instrutor da auto-escola vem me dizer que eu ferrei tudo na moto... Shit! Já não vou sair com a carteira tão cedo...

Fico nervoso. Fico triste. Um perito diferente é mandado até mim... Diferente dos outros que os meus colegas tiveram! Esse é casca grossa. Ele é grosso comigo, faz pressão. O teste começa bem, faço meia-embreagem, setas... Até que ele diz “você esqueceu de me mandar botar o cinto”.

Shit! O outro perito (como eu fiquei olhando o teste dos outros meninos, eu vi) sempre botava o cinto! Droga!

Faço a baliza. Perfeita. Ele avisa que posso continuar. Não lembro o que ele fala, mas eu respondo na hora errada... Me atrapalho e deixo o carro morrer. Ele anota na prancheta e sorri. Eu continuo o teste. Termino. Pego carona com a galera da auto-escola. Conto o que houve. O instrutor me diz que eu reprovei, mas que em março posso tentar de novo. Merda.

Vou pra casa da minha avó. Conto tudo que aconteceu. Fico triste. Fico com raiva. Foi tudo pressão psicológica e alguns pequenos detalhes:

1 - O perito da moto QUIS me reprovar.

2 – O instrutor me deu a noticia da moto na hora que eu ia fazer o carro.

3 – O carro que eu dirigia na auto-escola é BEM diferente do que eu fiz o exame.

4 – O perito que eu peguei fez pressão psicológica... Bastante! Pra quem estava no Detran desde às 9h sem tomar café e tomando sol quente com nervosismo acumulado...

Bem... Toda essa pressão é parte da máfia que o Detran é... Tudo isso é pra ver se eu solto 150 reais pra eles me aprovarem... EU NÃO DOU, BANDO DE ESCROTOS! Eu faço essa porra toda de novo, mas eu não dou nenhum centavo!

Almoço. Me deito um pouco. To puto, muito puto. Soco a parede. Lágrimas de raiva querem cair. Ligo pra Nathalia... Desculpa por te decepcionar! Você e todas as pessoas que acreditaram em mim... Sorry! Fico deitado enquanto, ainda puto, as lágrimas começam a cair. Só assim pra eu chorar hoje em dia... Raiva.

Meu pai me dá uma carona, vou pra casa. Atualizo as coisas da net... Orkut, Twitter, Popmundo... Finalmente entro no site do Detran... Só pra confirmar a derrota. Ponho o CPF... Espera... Não acredito...

PASSEI NESTA PORRA! EU PASSEI!

Ligo pra geral pra contar as novidades! To tão feliz que sinto vontade de tomar todas à noite! Mas nem dá... Tem futebol americano, primeiro treino!

Nathalia vem ficar comigo à tarde, pra comemorar! Assistimos Lost juntos e jantamos... Bons tempos!

Vou pra casa de Alyson onde os meninos já me esperam... São 20h! Hora de começar o treino!

O treino começa leve... Aquecimento e uma corridinha. Na corrida eu me destaco... Chegando a fazer 5,3 segundos! O segundo que fez melhor fez 5,7! Uhul!

O treino muda, a galera já ta ofegante... Agora temos que pegar as bolas lançadas!

(Lembrando que não tem luz no campo da UFRN, é foda enxergar!)

O rapaz que está treinando os iniciantes ensina a pegada da buceta, a forma ideal de se agarrar a bola.

Várias escapam de mim, mas consigo pegar uma linda! Isso! Ganho elogios! Vamos pra próxima bola... Ele lança. Eu não consigo enxergá-la. Sinto ela raspando no meu dedo mindinho, não pego.

Vou buscar a bola, que correu longe. Percebo algo estranho com meu dedo... Espera... Ele está... DEFORMADO! Puta que pariu, quebrei/ desloquei o dedo!

“Errr... pessoal, acho que quebrei o dedo...” – Digo eu, levantando o dedo super torto pra mostrar pro pessoal.

Alyson e Salgado se prontificam pra me levar pro hospital no carro de Jumentão. Beleza! Valeu galera! Vou pegar minha bolsa, me sinto enjoado no caminho. Vomito um pouco. Levanto, bebo água e saio.

O carro voa.

Eu grito de dor.

Está foda agüentar... Muito foda. Meu dedo está num ângulo estranho.

Peço álcool, eles não tem! Merda! Ta doendo, porra!

Peço rock no som, não tem!

Alyson põe Bon Jovi, You Give Love a Bad Name. Eu canto junto, ou pelo menos tento... A dor me faz gritar mais alto!

Peço um som mais pesado, não tem! Droooga!

Chego no hospital, vou direto pra urgência, o médico pede raio x, vou tirar. A moça do raio X solta um “ah meu deus! Isso ta muito feio!”

Saio, fico do lado de fora com Alyson, Salgado, Meu pai e meu irmão. Peço pra Alyson tirar fotos minhas, do meu dedo fudido, ele faz.

Vou direto pra sala do gesso. O médico fecha as portas.

Ele avisa que não tem nada quebrado, que eu só fodi o ligamento do dedo e que desloquei ele todo... Vai precisar por no lugar.

Ele não me dá anestesia. Ele imprensa meu dedo com força, não entra no lugar. Eu grito. Grito de novo. Ta foda agüentar a dor...

O médico pede desculpa por ter errado. Eu me sinto tonto. Ele tenta de novo. Eu grito novamente, mais alto. Meu dedo faz “tlec” e entra no lugar.

Me sinto enjoado... O médico manda eu deitar. A dor vai diminuindo... Ele me dá um remédio pra dor. Eu começo a rir sozinho na sala. Rio mesmo. Gargalho. Essa dor ta passando. Que bom!

Alyson e Salgado vão embora. Eles me avisam que gravaram o áudio de quando eu grito de dor na hora de por o dedo no lugar. Hehehe... Quero ouvir isso depois!

O médico manda enfaixar meus dedos, põe uma tala de gesso e diz que vou ficar assim por duas semanas... Shit!

Estou drogado. Não sinto mais dor. Estou meio tonto. Meio leve. É o efeito do remédio.

Meu pai me dá um sorvete, que eu tomo feliz! Valeu paizão!

Vou pra casa, dou boa noite à Nathalia, durmo. To acabado e drogado... Que maravilha de dia! Passei no Detran e quebrei o dedo... Ainda não posso dirigir!

É isso aí galera... Esse foi o resumo da minha quarta-feira insana... Pra completar o hall de novidades, hoje teve teste pra vocalista do Kujihan e eu passei... Modéstia à parte... Eu cantei bem! Agora é só ensaiar porque já tem show no Yujô e quem sabe vem o Saga Jam por aí... Vou dar o gás fudido!

Finalmente, quero agradecer a galera que me apoiou nessa quarta insana e que torceram por mim no teste do Detran... Quero agradecer aos meus pais, meu irmão, Alyson, Jumentão, Salgado, Everton, o brother, Tony, Kobayashi Sano, Wendell, Thyago Marrom, Nathalia, Hachiko, Ana Luiza, Nijus e Suko! Valeu galera!

Se eu esqueci alguém, sry, obrigado você também que torceu!

Agora... Quero mandar um foda-se pra galera que duvidou de mim... O meu “vão se fuder e tenham uma boa noite” pra vocês!

Ah... E pra galera que me avisou que futebol americano era perigoso, que eu ia me quebrar... Vocês estavam certos, mas mesmo assim eu ainda quero treinar! :P

Um abraço, galera! Até a próxima!

Arthur, o homem que digitou tudo isso apenas com uma mão.


É... No rest for the wicked!

(No começo do post tem o meu raio-x, espero que consigam enxergar o tamanho da presepada!)

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

É a mais pura verdade.

Depois de tanto tempo sem postar estou finalmente voltando às atividades.

Durante esse tempo muita coisa aconteceu, seria idiota da minha parte sair listando acontecimentos, então, vou me ater às coisas mais importantes:

- Depois de nossas aventuras jogando bola de madrugada em Ponta Negra, decidimos profissionalizar o negócio e começamos o “futebol arte das quartas” lá na casa de Alyson! Uma pelada de alto nível e pouca habilidade! É sempre engraçado e muito bom pra se exercitar e baixar o bucho de cerveja (e ainda rola um açaí em seguida pra repor as energias!).

-As férias enfim chegaram, pena que não pude curtir intensamente como imaginava! Precisei dar cabo da auto-escola... Atualmente estou terminado as aulas práticas! Se tudo der certo, estou de carteira antes do carnaval.

-Ganhei uma bolsa na UFRN, na área de Arqueologia e Egito com uma das melhores professoras do departamento! Sou sortudo pra caralho.

Bem, não vim aqui para apenas contar os últimos acontecimentos, nem para recomeçar meu “diário louco” para vocês lerem e rirem. Decidi hoje escrever um pequeno pensamento, algo que possa arrancar um peso do meu peito, algo que está entalado na minha garganta.

Tenham paciência, logo termina.

Quem me conhece sabe que meu passado é cheio de curvas no caminho, pedras... Opa! Pedras não, montanhas! Montanhas enormes no meio do caminho! São coisas que posso enxergar vindo ao longe, no horizonte, mas não consigo escapar, não consigo desviar. Os problemas e as “merdas” me acompanham para onde vou.

Eu sei que tenho uma forte tendência auto-destrutiva... Certa vez disseram pra mim, “Arthur, você mais parece uma bomba-relógio ambulante! Carrega segredos de todos, fardos que não são teus e ainda de quebra tem que agir como líder, não deixando a peteca cair... Mesmo assim você ainda consegue arrumar tempo para se auto-destruir, seja com garotas, numa noite de farra ou apenas num ensaio da banda!”.

É a mais pura verdade.

Meu aniversário de 18 anos é uma boa prova.

Uma lata de cerveja, um copo de whisky, uma noite com os amigos (zoando e detonando tudo), um dia de ensaio... Isso já basta para tirar da minha cabeça às responsabilidades, o peso dos segredos e dos fardos, mas infelizmente, meu cérebro é dotado de uma capacidade incrível de armazenar coisas “inacabadas” e isso martela freqüentemente, fazendo-me pequenos lembretes do que é preciso terminar.

Coisas como trabalhos inacabados, jogos de vídeo-games que não zerei, pessoas que não me despedi, músicas que não terminei de compor, pessoas que não vejo há muito tempo, beijos que nunca dei, chances de fazer coisas que não voltam mais... Não quando queremos, na hora que queremos.

Eu penso que deve ser por isso que cobro tanto de mim, em tudo. Acho que essa é a razão desse meu comportamento “bomba-relógio”. Se eu pudesse acertar tudo, eu o faria, removendo as montanhas do meu caminho...

Então eu continuo me entregando a qualquer coisa que vicie... Qualquer coisa que me mantenha distante das peças que minha mente insista em me pregar.

Insiste. Persiste.

Não é isso que quero para mim, não é isso que eu mereço.

Decido enfim ir buscar algo além. Não além do arco-íris, isso seria muito gay. Além do que eu tenho. Sair dessa minha zona de conforto e buscar enxergar além do véu.

Vou procurar então acabar meus trabalhos, zerar os jogos que sempre quis terminar, me despedir de pessoas a quais nunca disse um adeus, acabar as canções que permeiam minha mente, ver pessoas que não via há eternidades inteiras, cumprir minha palavra com quem devo, o último, quem sabe? Não... Não gostaria que fosse assim. Gostaria de um novo começo, isso sim...

Preciso realmente terminar o que comecei. Eu sou assim, faz parte da minha essência. Se não der certo encerrar o que preciso, bem...

Paciência.

Sigo então meu caminho interditado, não me importo, vou continuar tentando fazer desvios. As montanhas eu posso quebrar com meus punhos, basta que eu queira. Sei que vou me machucar, mas o que nessa vida, que vem para o bem, não machuca antes um pouco?! Nada vem de graça... Isso eu tive de aprender da maneira mais difícil possível. Vou continuar andando pelo meu caminho, enxergando meu passado, onde meus sonhos residem, pois quem sabe um dia eu consiga reencontrá-los em meu presente.

sábado, 31 de outubro de 2009

Estar sozinho não é mais uma opção. Você pode mudar, pode crescer! Essa merda de destino não existe, você constrói seu próprio caminho!

Meu aniversário de 18 anos está chegando... Maioridade! Uhul! Mas sinceramente, não vejo esse acontecimento como uma "grande coisa". Eu mudo, o mundo parece continuar estático. Lembro de quando tinha apenas 10 anos e me maravilha indo ao shopping com meus amigos, apenas pra andar... andar... andar... Como eu andava! No fim do dia íamos para a Game e jogávamos videogame até nossos dedos estarem esfolados e um sorriso estar bastante esticando em nossos rosto. Nesse tempo as coisas eram simples. Hoje em dia, estou mais crescidinho. Vivo em um mundo de mentiras e falsidades, onde pessoas humilham pessoas para ganhar o tal "sorriso no rosto". Vejo grosserias unilaterais para satisfação própria. Vejo pessoas que se amam traindo-se. Vejo indiferença no rosto de cada um com que convivo, o "um" ignora o "todo". Vejo e entendo. Eu cresci, afinal.

Não sou um sociopata. Não sou nerd. Não sou um estranho à sociedade. Eu vivo nela oras! Preciso estar integrado! Mas a grande diferença entre eu e "eles" é que eu não me vendo tão fácil. Eu não compro o que não conheço. Não glorifico falsos santos. Não elevo a uma categoria superior os playboys e as patricinhas... Enfiem vossos salários nos respectivos rabos.

Eu vejo essas pessoas solitárias, vejo pessoas que tem tanto a oferecer socialmente, com um bom papo, uma boa cabeça, boas idéias, mas que não sabem como expor isso... Sentem medo dessa sociedade corrompida que só nos impõe o "não", nunca o sim. Desde pequenos ouvimos nossos pais dizendo "não faça isso!", "não faça aquilo", "não enfie o dedo no nariz!", "não fale palavrão"... O "sim" é muito raro. Vivemos no mundo do "Não".

Vejo muita gente indo para o caminho errado: Drogas, álcool, prostituição... Nada disso vai fazer desaparecer o "não" da sua vida. É preciso contornar isso indiretamente. É preciso achar um meio para que as possibilidades comecem a aparecer, os "sim's". Eu confesso, eu aprendi a fazer isso. Eu era o que chamavam de "lobo solitário", não confiava nas pessoas. Fazia amizade fácil, mas só com aqueles com quem eu achava que me daria bem. Percebo agora, que mesmo num mundo deturpado como esse, pessoas ainda tem (pouco, mas têm!) valores para apresentar, para compartilhar.

Hoje me vejo falando com estranhos. Falo com eles, eles me elogiam! "Adorei esse cara!", "Esse cara é demais!", "Fique um pouco mais!", e eu simplesmente adoro isso. Nunca fui extravagante, nunca gostei de chamar atenção. Sou gentil com todo mundo, escondo meu interior bruto e violento apenas para mim. Vejo nas pessoas, qualidades que se escondem no escuro de suas personalidades. Vejo nas pessoas, oportunidades, crenças, gostos pessoais... Vejo lapsos de humanidade há tanto tempo esquecidos.

Estar sozinho não é mais uma opção. Você pode mudar, pode crescer! Essa merda de destino não existe, você constrói seu próprio caminho! Se você acha que o melhor para si é ir para boates e bares todos os dias... Vá, porra! Se você acha que o melhor é cheirar cocaína e ficar morto de bêbado, faça caralho! Mas se você acha que as melhores coisas da vida estão nas pequenas coisas, nas sombras da personalidade de cada um... Então faça isso, esteja com pessoas. Você não precisa ser o nerd espinhento sentado na cadeira em frente a um computador dia após dia. Você não precisa ser o homem de negócio, cheio de responsabilidades. Você não tem que ser o líder, carregando as dores dos outros em suas costas. Você tem que ser aquilo que te agrada!

Então faço o seguinte: Ponha sua música favorita no volume mais alto! Não escute nada emo, nada que te ponha pra baixo! Ponha "aquele" rockzão no som! Tome um belo banho, se barbeie/depile, escolha sua melhor roupa, ponha acessórios que te faça imponente, aquele perfume, chame um amigo de confiança e vá para o shopping/bar/boate/[insira aqui seu ambiente preferido]. Converse com estranhos. Nada daquele papo "Oi, meu nome é xxxx, como vai?", Não! Seja interessante, mostre o melhor de você, fale aquilo que não deixa as outras pessoas com tédio. Essa é a fórmula mágica para conhecer pessoas, sério.

Então, se você acreditar em mim, pode ser que perceba que o mundo não é só espinhos. As portas se abrirão e, tenha certeza, você vai passar a escutar muito mais "sim's" do que "não". A vida está apenas começando, mas ela é curta... Não desperdice ela na frente do PC, ou jogando coisas idiotas, falando com outros idiotas que não merecem. Vá a caça, o mundo é seu.

Faça de cada dia, "o" dia. Boa vida.

;D


(Post ao som de Something to Believe In - Bon Jovi)


sábado, 10 de outubro de 2009

Em menos de dois minutos já está três a zero e Eu e Alyson estamos tirando o couro desses dois pernas de pau!

Sei que fiquei muito tempo sem postar aqui, mas tem uma boa explicação... Que eu não vou deixar aqui por hora. Basta, para vocês, saber que eu ando ocupado.

Como obviamente tem muita coisa pra contar das últimas semanas, eu vou focar apenas em um evento que tem acontecido toda semana: A quarta do Açaí, cerveja e do Rock 'n' Roll.

Bem, isso começou há um tempo atrás, quando Eu, Alyson, Juju, Everton (Agora comprometido! Parabéns cara!) e Salgado resolvemos tomar um açaí no quiosque que fica na frente da casa do gigante natalense. Comemos, zoamos, rimos e foi aí que surgiu o sexto elemento de nossa equipe: O brother.

Estávamos os cinco comendo açaí, quando eu cometo uma gafe matemática das brabas: "É caras... É bom de mais nós seis reunidos aqui!". Era o sinal que eles queriam para me zoar: "Puta que pariu Arthur!!! Fazem anos e anos que a gente tá junto e você ainda não aprendeu que nós somos cinco?!". Risadas. Muitas risadas.

Eu ainda para pra contar os presentes! É, somos cinco e uma cadeira vazia!

Foi ai que surgiu o brother... A cadeira vazia sempre presente, o brother sempre lá! Um sexteto de cinco! Hehe...

Nesse primeiro dia, acabamos açaí e rumamos pra casa de Alyson para assistir o jogo do Brasil. Risadas. Cervas do aniversário dele. A gente alegre.

Na semana passada as coisas evoluíram. Depois do açaí, fomos lá pra Alyson e Eu e Juju começamos a beber uma cuba-libre... Mas espera! Não tinha coca! Não tinha limão!

Recolhi 4 reais e fui com Everton no posto de gasolina em frente comprar uma Coca. Entrei na conveniência e logo em frente haviam revistas de putaria. Quanto custava? 4 reais. Nesse momento a imagem "congela" e estamos olhando um para o outro e para a revista. "Aah... Deixa pra lá! Vamos comprar a coca! ". Compramos, beleza, mas falta o limão agora... Aonde vamos? No açaí!

Pedimos pra dona do quiosque um limão e ela nos pergunta o que vamos aprontar com uma coca e um limão, mas sorrindo ela nos entrega! Brigado aew, Tia! Fico devendo um limão!

Então finalmente estamos na Cuba, Alyson no violão e todos jogando Jogando Poker. Uma idéia de Salgado: "Caras, vamos pra praia?!"

A ação é até engraçada: Na mesma hora levantamos e começamos a guardar tudo. Juju pega o Rum e a Coca. Eu pego os copos e os limões cortados. Vamos pra praia beber, jogar bola e uivar pra lua!

Entramos todos no carro. Alyson leva o violão. Salgado põe pra tocar o CD que gravei pra ele. Foda. Estamos a caminho da praia. Na playlist começa a tocar Wanted Dead or Alive - Bon Jovi.

Acho que vocês nunca vão poder entender a sensação que nos contagiou: Todos cantando juntos a plenos pulmões! Caralho, eu me sinto vivo.

E lá vamos nós: "And I walk these streets, a loaded six strings on my back!/ I play for keeps, 'cause I might not make it back!/ I've been everywhere (ooh yeah!), still I'm standind tall/ I've seen a million faces and I've rocked them all!/ 'Cause I'm a cowboy, on a steel horse I ride!/ I'm Wanted (Wanted!) Dead or Alive!"

É nesse clima que vamos pra praia jogar bola. E jogamos. Fomos beber. E bebemos. Ficamos todos sentados lado-a-lado olhando a lua, as onda quebrando, Eu e Juju já um pouco altos. Meu parceiro de copo me pede mais Cuba, eu faço uma forte. Ele bebe virando. Merda, agora ele tá bebão. Jogamos mais, depois decidimos ir embora, já passam das 23h.

Eu vou tirar a água do joelho no mar. Molho meus pés, minhas canelas. As ondas vem pertinho de mim. A lua. Mijar assim é poético. Eu rio comigo mesmo e assim vamos embora.

Na volta paramos no Gosto Gostoso. Juju ta bebão mesmo! Os meninos comem sandubão, eu fico no refri. Juju não me parece bem. Juju destroça o sanduba dele com as mãos, sujando tudo. Juju pega meu telefone e liga pra Petra. Juju ta louco! Juju vai vomitar... Juju vai...

Porra, já era.

Eu e Everton vamos acudir nosso amigo, ele não ta legal. Salgado e Alyson estão sentados vendo o resto do jogo na maior calma enquanto Juju põe tudo pra fora.

Beleza, agora estamos voltando pra casa, Salgado ta indo me deixar em casa. "Cuidado, um buraco na rua!", Beleza, salgado desvia.

POC!

"O que foi isso?!" - Perguntam Alyson e Salgado juntos.

"A cabeça de Tiago batendo no vidro" - Respondemos Eu e Everton.

"Ah, beleza... Cuidado ai pra ele não bater de novo!"

POC!

"Agora já era! Kkkkkkkkkkkk" - Todos Riem.

Chego em casa morto e só me jogo na cama, cheio de areia e suado. Eu durmo como um anjo.

Na quarta dessa semana a coisa seguiu a mesma linha... Açaí, cerva, praia. Chegamos lá no Gás pra jogar bola! Mas as coisas não estão tão boas como da última vez... Assim que chegamos, um cara estranho passa bem perto da gente, ele nos olha e passa por nós, parando alguns passos na frente. A galera se junta, nós seis (brother! \,,/), e apanhamos as coisas rapidamente e começamos a andar no sentido contrário. O cara começa a nos seguir! PQP! Já era.

O cara para e sobe a calçada. Dá uma olhada na gente e vai pra perto de onde estacionamos o carro. Beleza, podemos voltar a jogar!

Começamos a jogar, Eu e Alyson contra Salgado e Tiago, Everton fica vigiando o cara. 5s de jogo Eu marco o primeiro gol. 10s depois Alyson arrisca de longe e marca também. Mais alguns segundos e marcamos outro. Em menos de dois minutos já está três a zero e Eu e Alyson estamos tirando o couro desses dois pernas de pau!

Everton alerta que um cara sem camisa, de boné, numa bike vagabunda passou bem devagar pelo calçadão olhando pra a agente. Porra. Junta as coisas, pega a bola e ficamos juntos. O cara volta. Para bem de frente onde a gente está e fica olhando para nós. Fudeu. Já era. Everton ta aperreado. O cara olha, olha, parece realmente um assaltante. Só estamos nós na praia... Merda. Um tempo de tensão depois ele começa a pedalar em frente, mas olha pra a gente de vez em quando. Ele está alguns metros mais na frente... Beleza:

CORRE NEGADAAAAA!!!

Eu nunca corri tão rápido na minha vida. Todos ofegantes e suados dentro do carro. Salgado arranca. Estamos ouvindo Iron Maiden e rindo da nossa sorte.

"Caralho, eu me sinto vivo! Tinha esquecido o quanto é bom uma dosezinha de loucura!"

Everton ainda está trancado, mas ta todo mundo rindo já! Vamos pra onde? Sandubão, claro!

Comemos, vimos o segundo tempo do jogo do Flamengo e voltamos pra casa. Salgado deixa Juju, Everton, depois vai me deixar. Estamos ouvindo Deep Purple - Hush. Caramba, que foda.

Chego em casa cansado. Tomo banho, dou boa noite pros meus pais que acordaram. É 00h30, a semana tava pesada. No outro dia? RESSACA! Mas beleza... Essa é outra história.

Ah, essas nossas quartas... Melhor dia da semana!





OBS: Infelizmente esquecemos o brother na praia, mas ele mandou dizer que tá tudo bem e que já voltou pra casa.

OBS 2: Fizemos uma votação pra descobrir o nome do brother... O nome escolhido foi... BROTHER!

OBS 3: Chega, né?


Vão em paz, que o brother os acompanhe!



sábado, 26 de setembro de 2009

Nesse momento eu pareço um ninja com um pé na meia e outro no chão, sem camisa e com as calças caindo.

Sei que não tenho escrito aqui e peço perdão aos leitores que sei que me acompanham, mas ultimamente não tenho tempo nem para dormir direito. Provas, trabalhos, congresso, briguinhas... Tudo parece conspirar contra mim.

Vou falar resumidamente um pouco dos últimos dias: Há duas semanas atrás rolou o primeiro ensaio da banda nova, nossa proposta envolve majoritariamente o Hard Rock. Os caras detonaram! O ensaio foi foda! Havíamos marcado para sexta passada outro, mas Alyson precisou ajudar Uskaravelho montando as coisas e passando o som lá no Pepper's. Falando em Pepper's, eu mesmo fui pro show d'Uskaras com Jumentão e Everton. Show bem massa, bebi um pouco lá, curti o show, vi Everton iniciando seu "contrato" (como diria o sacana do Nijus) e depois fomos pra casa en la madrugada com o rock truando no carro. Uhul!

Essa semana em si, a dita cuja, foi foda. Foda de cansaço. Tava rolando a "Sociedade Brasileira de Estudos Clássicos" com muitos Doutores e estrangeiros... Tudo isso na UFRN! Quem diria! Bem, fora isso teve a prova de Mariano que me custou muitas horas de estudo (e ainda me ferrei na prova) e os trabalhos inacabáveis. Não pude ir pra aula de canto nem essa nem na outra semana e isso realmente é uma merda. Tenho que pedir desculpas a Jeff, não tenho sido o melhor aluno dele, mas eu quero MUITO isso e quando eu quero uma coisa, eu me esforço pra caralho até conseguir.

Passamos então para o dia de hoje. Acordei de bem com a vida, liguei o pc e assisti Supernatural, The Mentalist e Smallville. Fui pra cozinha, fiz ovo com bacon pra mim e pra meu irmão, aqueci o pão e comi um pouco. Nathalia me liga no meio do processo e discutimos pra caralho por uma merda. Besteira mesmo.

Superado o acontecimento, volto a comida, já ta na hora do almoço e eu tomando café da manhã. Meu irmão tá vegetando em cima da cama, vendo True Blood. Vou pro pc, baixo um album do Lynyrd Skynyrd e ponho-me a ouvir incessantemente Simple Man. Puta música de uma puta banda. Foda.

Fico com fome de novo. Vou na cozinha e tiro da geladeira as coisas pro almoço, ajeito e esquento. Como. Chamo meu irmão. Nada, ele ta vegetando ainda. Vou pro pc de novo, mais música, mais seriado, agora True Blood. "Die Crepúsculo!". Ligo pro meu pai, pergunto se ele vai demorar muito no churrasco que ele tá, ele diz que vai chegar a tempo de eu ir pra festa de Talitha. Maravilha, vai ser massa! Uhul!
As horas vão passando e eu assistindo seriado no pc e nos intervalos, vou ouvindo Lynyrd. Me entorpeço de sono, mas não consigo dormir... Estranho... Chato. Tá na hora de eu sair pra festa de Talitha e nada dos meus pais. Ligo pra eles. Tão presos num engarrafamento, "Beleza, dá tempo de me arrumar com calma". Janto, já que não costumo comer nada em festas, e vou tirar a barba (digna de Moisés) e depois pro bom e velho banho do dia. Tô cheiroso e me arrumando quando tudo desanda... Meu pai pergunta da louça que está na pia e diz que só vou sair de casa quando lavar tudo. Eu digo que parte é minha e parte é do meu irmão. Vou até a cozinha, ainda de toalhas, e lavo minha parte. Ficam duas panelas: Uma que estava limpa, mas tinha formigas andando por ela, e a panela em que fritei o bacon e fiz o ovo do café da manhã. Peço pra meu irmão, André, ir lavar a louça. Meu irmão começa então a merda toda. Ele já vem dizendo que não faço nada em casa, que sou um preguiçoso e que eu devia fazer alguma coisa. Enfia no cú porra! Eu lavei minha parte da louça! Ele vem me dizer, já gritando e me provocando, que a louça do almoço ele já lavou e que não vai lavar o resto. Foda-se! Como tem na pia louça ainda do café da manhã?! Mas a questão nem é essa! É sobre eu sempre ser bom, fazer suquinho, fazer café da manhã, esquentar o pão dele, ajudar ele quando ele precisa e ele agora vir dizer que eu não faço nada... Ta bom. Me aguarde.

Ele grita comigo. Eu grito com ele. Ele dramatiza, fala que sou preguiçoso, que não faço nada e que ele é quem sempre lava toda minha louça. Mentira do caralho! Eu sempre lavei a louça dele e nunca reclamei! Admito que essa semana eu não lavei nada, mas também, eu chegava do congresso de 12h30~13h, almoçava, cochilava e acordava pra estudar e logo depois saia de novo pro congresso. Se eu fosse lavar louça, não descansava e logo não aproveitaria petecas nenhuma do congresso. Bem, sei que ele me provocou mas e eu mordi a isca. Comecei a gritar com ele. Lágrimas de raiva descem pelo meu rosto. Faziam anos que eu não chorava. Ele dramatiza mais. Não aguento, vou correndo de um lado ao outro da casa para dar uma voadora nele. Nesse momento eu pareço um ninja com um pé na meia e outro no chão, sem camisa e com as calças caindo. Meu pai impede de eu chutar ele. Minha mãe grita alguma coisa. Meu irmão fala mais merda. Eu empurro ele contra a pia. Foda-se.

Vou me acalmar na minha fortaleza da solidão, meu quarto. Lavo o rosto e me visto. Meu pai me chama pra sair. Eu entro no carro. Meu irmão vai junto, também vai sair. Silêncio mortal no veículo. Meus olhos ainda estão lacrimosos. Pergunto a Nathalia aonde é a casa de Talitha, ela me explica. Quando tá chegando perto eu digo: "André, escute bem o que eu vou falar.", meu pai manda eu me calar, eu mando ELE se calar. Eu tenho direito de falar, droga!

"André, escute bem o que vou falar: Eu não quero mais nada de você. Porra nenhuma mais. Não quero seu dinheiro, não quero que você me leve de carona pra canto nenhum, não quero que você cozinhe pra mim, nem quero que você lave louça minha. Quando eu chegar em casa da universidade, pode deixar que eu esquento tudo que estiver frio. De você eu não quero nada. Eu não preciso de nada."

Meu pai parece preocupado. Meu irmão ri, debochando. Eu falo sério. Não quero nada dele. Desço do carro e peço pro meu pai ir me buscar às 22h, meu irmão fala que vai ficar com o carro. Tô nem ai, se ele ficar eu vou de ônibus.

Chego na festa e vou direto aonde está Nathalia e peço um particular com ela, preciso desabafar com alguém. Ela me abraça e eu choro. Choro como um bebê. Soluço. Choro mais. Ela me senta, limpa minhas lágrimas e pede pra eu me acalmar. "Conta amor... O que houve?!". Acalmo sua preocupação falando do que tinha acontecido com André... Mas isso é só a última gota d'água de um balde inteiro! Eu estava pra explodir de stress, cansaço e pressão social... Esse foi só o estopim. Falo pra ela tudo que estou sentindo... Sobre como é difícil ser eu, lidar com meus amigos, fazer o máximo na escola. Da pressão que ando sentindo. Das brigas constantes. Da responsabilidade que os amigos costumam botar nas minhas costas... Ando passando por muito mais coisas do que deveria passar um cara de 17 anos. Essas merdas acontecem, eu sei, e por isso, aproveito para chorar bastante no ombro dela. Respiro fundo. Deixei esvaziar tudo de uma vez... Nos braços dela. Nessa hora, em que nós dois olhamos pro céu e ela limpa minhas lágrimas eu lembro de um trecho de Simple Man:

Mama told me when I was young
Come sit beside me, my only son
And listen closely to what I say.
And if you do this
It will help you some sunny day.
Take your time... Don't live too fast,
Troubles will come and they will pass.
Go find a woman and you'll find love,
And don't forget son,
There is someone up above.

And be a simple kind of man.
Be something you love and understand.
Be a simple kind of man.
Won't you do this for me son,
If you can?

Ela é a mulher certa... E assim, eu me ponho a chorar tudo que tinha de por pra fora, enxugo minhas lágrimas, faço uma piadinha, rimos e voltamos pra festa. Tudo certo, tudo corre bem: Pessoas bonitas, minha namorada super-carinhosa, risadas, pessoas falando besteira... Tudo bem. Nathalia me oferece uma cerveja. De inicio eu digo "sim", mas ao sentir minha cabeça doendo, nego. Nem acredito nisso. Logo eu negando uma loira gelada... Bem, a vida segue, a festa também. Logo ela chega ao fim. Nathalia diz que vai ficar pra dormir na casa de Talitha. "Tudo bem meu amor, pode ficar! Divirta-se!". Mas isso estraga nosso programa amanhã... E logo amanhã, aniversário de namoro, logo amanhã que eu precisarei tanto dela. Ela pede desculpa, mas mantém o plano de dormir na casa da amiga. Tudo bem... Primeiro aniversário sem vê-la.

Saio da festa meio chateado. É meu irmão que vem me pegar, o carro ta com ele. Fico ainda mais chateado. Fecho a cara. Não queria ir com ele. Só não realmente peguei um ônibus porque estava sem dinheiro. Pra minha sorte a filhinha da namorada dele está no banco de trás e eu vou brincando com ela e conversando sobre pokemon até chegar em casa. Minha cabeça dói. Eu to com raiva. Estressado. Amanhã tenho aula de direção e muito estudo. Minha mãe pergunta como foi a festa. "É... Foi". "Como assim?! O que aconteceu?". "Nada mãe... nada".

Entro no escritório, fecho a porta e ligo minha playlist de Lynyrd Skynyrd. Tá tocando Freebird. Meu irmão chega em casa. Ignoro. Meu pai cancela a aula de direção, droga. Nathalia liga, diz que vai resenhar com as amigas e que por isso vai dar boa noite logo... Ela me manda dormir, "Também te amor, dorme bem". A música tá no fimzinho. Tem um trecho massa que eu curto muito no fim, vem bem a calhar:

"Cause I'm as free as a bird now,
And this bird you'll never change.
And this bird you can not change.
Lord knows, I can't change.
Lord help me, I can't change!"

E então cá estou eu. Morto. Cansado. Stressado. Com dor de cabeça (e não é de ressaca!). Brigado com meu irmão e pronto pra passar o dia de amanhã sem meu amor. Droga de noite! Que o dia de amanhã traga coisas novas e melhores pra mim... Se não trouxerem, tudo bem. I'm a free bird. I'm free as a bird. E não, eu não mudo pra agradar ninguém. Boas noites. Fiquem em paz, eu irei.


quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Minha avó devia ter um programa de culinária só pra ela, tipo o da Ana Maria Braga. Ia ser sucesso.

Passei alguns dias sumido daqui, não por vontade própria, mas minha agenda anda foda. Muito cheia. Bem, acho que vale a pena comentar do dia de ontem!

Já acordei ontem sabendo que o dia ia ser pesado. Todas as quartas-feiras são.

Minha vida parece uma Montanha Russa na Quarta, altos e baixos... Deixe-me explicar os motivos.

Tudo começa quando meu despertador toca. Começa no baixo, mal humor. Tomo banho quase dormindo, o sabonete acaba. Porra. Desligo o chuveiro, praguejo um pouco e pego a toalha... Espera... Cadê a droga da toalha?! Peladão mesmo, saio molhando a casa inteira pra ir na varanda buscar a toalha. Pego o sabonete no armário. Resto do banho. Saio cheiroso de lá e ainda de mal humor.

Café-da-manhã. Minha mãe fez bolo... Poxa! Manjar dos deuses, sério! Minha mãe faz bolo como ninguém (excessão fica por conta da minha avó!). Fico mais feliz. Carrinho da montanha russa no alto agora. Escovo os dentes. Me arrumo. To pronto, vou pro carro. Meu pai dirije feito um louco só por que ele ta atrasado. Minha mãe ralha com ele, da próxima vez ela fica em casa. Meu humor cai de novo quando ele põe a culpa em mim, foda.

Desço no meu setor da UFRN, vou direto pra sala. Lembro que não tenho aula de Bozo e logo fico mais feliz. A aula é boa, admito, mas o professor é grosso como uma mula. E olha que ele está formando professores! Babacão.

Fico uma hora com a bunda colada na cadeira, estudando para dar aula. SIM... Eu ia dar uma aula. Preparei o roteiro e tudo mais. O professor dividiu a sala em grupos e deixou os mesmos temas para muitos grupos e disse que iria fazer um sorteio. Eu tava sentindo que a gente ia ter de dar a aula, fuck.

Ponho a seleção random que fiz no celular pra executar e boto os fones no ouvido. Fecho meu roteiro de aula e saio escutando Fear of the dark do Iron. Não sei pra onde vou, só não quero ficar na sala fria. Meus pés me guiam para biblioteca. Muitos livros! (claro, é uma biblioteca ¬¬) Vou pra sessão de História dar uma sacadas nos livros. Muita coisa boa. Literatura Inglesa. Literatura francesa. Espanhola. Depois tenho que fazer uma lista de livros para ir lendo aos poucos. Volto pro meu setor. O povo ta começando a chegar, todo mundo tenso com a eminente apresentação.

A aula começa. Sinto fome, tonto. Como uns biscoitos integrais pra saciar. Continuo tonto. O primeiro grupo começa a apresentar, meu tema é o segundo. 40 minutos passam e o professor chama os próximos representantes dos grupos. Diorge e Buda me escolhem, Felipe ta fazendo a prova de Seleção da monitorial de Durval, boa sorte pra ele. Wicliffe manda a gente escolher um papel. Ele conta até três. No meu papel tem escrito "Questões" que eu facilmente leio como "Parabéns, você está salvo!". Eu olho para os caras, ainda na frente da sala e solto um sonoro "ufa". A sala inteira ri. O professor que não parece muito feliz.

A aula passa ligeiro, estou feliz, não precisei apresentar. Sigo pra aula de Historiografia, antes passo no departamento de Fisica pra comprar uma pipoca. Não tinha doce, droga. A última aula corre preguiçosamente e eu morrendo de fome. Muita fome. A aula acaba e a gente tem até dever de casa pra fazer, fuck²!

Casa da minha avó, to almoçando bife de fígado! Adoro isso! Minha avó devia ter um programa de culinária só pra ela, tipo o da Ana Maria Braga. Ia ser sucesso.

Meu pai me deixa na parada do Portugal Center, Nathalia me liga pra falar da manhã dela. As idiotas da sala dela continuam falando/fazendo merda. Tenho vontade de ir lá fazer uma bagunça. Deixa quieto por enquanto... Mando um beijo pra ela, digo que passo lá mais tarde e sigo pra aula de canto.

No caminho (longo!) vou escutando Iron, putz... Muito bom. Chego lá e vou Solfejar, não fui muito bem dessa vez, preciso treinar ainda mais. Mas alguns conteúdos, mais solfejos e logo to caminhando de volta pra parada, agora escutando as Velhas Virgens. Salgado me liga pra combinar um açaí com os caras, beleza. Pego o ônibus, desço no Nordestão. Pausa pra ir no banheiro, beber uma água, lavar o rosto... É bom ta nos "trinques" pra ver a mulher. Na saida do supermercado eu encontro Katalin, ela continua fofa! Falou pouco com ela e vou pegar o busão.

Eu to correndo pra encontrar o meu amor.

Chego na casa dela, ela me dá um beijo daqueles. Ta cheirosona, acabou de sair do banho. Vamos pra pracinha... 2h de conversas apaixonadas! Nenhuma briga! Isso! É noise amor!

Salgado me liga pra dizer a hora do açaí, é pra se encontrar às 19h. 18h30 eu me despeço de Nathalia, deixo ela em casa e vou pra parada. Eu tenho 5 opções de ônibus pra chegar lá em Alyson... mas em 30 minutos não passa porra nenhuma. To quase mandando tudo explodir quando passar um Eucaliptos lotadão. Aperto. Desço no Banco e vou andando pra casa do Baixista.

Lembram quando eu disse que eu atraio maus elementos?! Bem... Saca só: Eu tava entrando na rua quando vi um cara numa bike, de boné e cara de poucos amigos. Pensei logo "me fudi". Pra minha sorte, tinha uma igreja evangélica do lado. Nem penso duas vezes, eu entro e agradeço pelo meu rápido raciocinio. O cara da bike fica parado lá de frente, me esperando. O pastor olha pra mim com a cara um pouco confusa. Eu mando o "migué". Pergunto de que horas a igreja funciona. Ele responde, não entendo nada. O cara continua lá. Porra. Dou uma olhada pela igreja, me faço de doido. A batera de lá escrota. Olho pra fora, o cara se foi. Aperto a mão do pastor e vazo. Chego lá em Alyson em uns minutinhos. Encontro Everton e Jumentão na portaria, já conto da história do assalto.

Pouco tempo depois, estamos tomando açaí. Fazia tempo que todos nós ficavamos conversando. Muita putaria. Rock 'N' Roll e claro, açaí. Jumentão pede pra Salgado deixar ele na auto-escola, ele precisa "botar o dedo". Entramos todos no carro do rapaz e partimos ouvindo Guns. Eu to no banco da frente, as janelas abaixadas. Tem duas moças no lado esquerdo, andando na calçada. Alguém diz: "Tira onda com elas".

-Ai papaaaai! *grito*

As duas moças viram... Uma realmente era novinha, uns 18 anos. A outra... Bem, era uma velha daquelas sem dentes e gorducha! Risos. Muitos. A gente passa de novo por lá.

-Ai papaaaaaai!²

A velha ta com cara de poucos amigos. A mais novinha ri. Nós rimos. Todos riem. Menos a velha. Salgado encosta o carro mais na frente pra a gente poder rir mais. Eu to chorando de rir.

Jumentão põe o dedo (aonde eu n sei!) na auto-escola e logo estamos de volta na casa de Alyson. Decidimos assistir o jogo. Vamos pra nossa Dungeon (um quarto que a gente se abriga quando ta chovendo).

O jogo começa. Pedimos cervejas. Alyson atende. Estamos tomando umas enquanto vemos o jogo. Gol do Brasil. Epic Fail do Adriano... A cara dele tentando alcançar a bola com a cabeça é hilária. Salgado diz que Nilmar é um bom jogador. Enquanto vemos o jogo, falamos de música. A empolgação cresce com o ensaio de sexta. Vai ser foda! Outro Gol, mais cerveja. O tempo passa... Penalti pros chilenos. Julio Cesar não pega, tudo bem. Nathalia me liga, eu explico que to vendo o jogo e que Salgado vai me deixar em casa depois, tudo beleza. Mais algumas cervejas depois e o jogo ta 3x2. "Alguém" solta uma pérola homossexual:

- Se Nilmar fizer mais um, eu dou pra ele. E pro Bon Jovi também quando eles vierem fazer show aqui no Brasil.

Alguns segundos depois... Gol do Brasil. Se fudeu quem disse isso. Foi malhação total. Que viadagem do caralhooo! Entre risos e despedidas, vou pra casa. Me arrumo pra dormir, ligo pra Nathalia, dou boa noite. O dia foi de altos e baixos, mas eu to bem. São 1h da manhã e eu to feliz, e acreditem se quiserem... Não foi por causa da cerva e sim porque é muito bom ter amigos.


domingo, 6 de setembro de 2009

Acaba tudo e eu saio cantando "EU, EU, EU... MARADONA SE FUDEU!"

O sábado foi meio pesado pra mim. Ir para festas que eu sei que não posso comer nada é foda. Maldita alergia a leite. Mas lá fui eu, cumprimir meu papel de namorado.

Festa de 18 anos de Helo, prima de Nathalia. Foi bem legal, é bom de mais passar um tempo sem brigas com minha mulher. Fim de festa, ligo para meu pai. Peço pra ele me buscar, preciso ir pra casa para terminar de ver a seleção brasileira fudendo com o Maradona. Minha mãe vai brigando comigo até em casa por uma besteira. Fico chateado e minha barriga ronca de fome. Desde às 12h eu não comera nada, já era quase meia-noite. Logo eu que como feito um boi.

Ligo a tv. Faço um sanduiche com o que tem na geladeira. Um não, cinco. Eu sei, tenho um bixo na minha barriga. Devoro tudo vendo os últimos lances do jogo. Acaba tudo e eu saio cantando "EU, EU, EU... MARADONA SE FUDEU!". A cara do hermano foi impagável!

Msn. Converso um pouco pra que o sono venha. Desligo tudo e vou deitar, tenho aula de direção no outro dia e preciso estar acordado, se não provavelmente não poderei continuar a atualizar esse Blog por motivos humanos.

Acordo no outro dia, peladão, com o despertador do meu celular gemendo alto. Muito sono acumulado. Não to conseguindo levantar. São 6h30. Vou me arrastando falar com meu pai:

-Pai, 6h30... Vamos?

Meu pai pede mais uma hora. CARAMBA! Ele manda eu acordar cedo, pra perder o sono e depois ele vem dizendo que quer mais uma hora?! Isso é injusto de mais.

Me deito e fico olhando pro teto tentando adormecer de novo. Não funciona. Tento contar carneirinhos. Estranho... Claro que nada acontece! Desisto, levanto e vou me arrumar. Pão com geléia e Ades no café-da-manhã. Lavo o rosto, escovo os dentes. To pronto. Chamo meu pai. A gente sai em direção ao Satélite, é lá a aula de hoje. No som do carro eu ponho Eminem pra tocar. Lose Yourself. É de longe a melhor música do Shady. Os primeiro versos despertam coragem:

"Look, if you had one shot, one opportunity
To seize everything you ever wanted…One moment
Would you capture it or just let it slip?"

Aproveitar as oportunidades, é sobre isso. Vou cantando instigado o caminho todo. Na sequência toca When I'm Gone. Outra fodástica.

Meu pai me entrega o carro perto do atacadão e manda eu ir guiando. Passo a primeira, segunda, curva fechada, curva aberta, ladeira. Carro morre. Porra. Dá trabalho subir ladeira. Apanho muito pra embreagem. Discuto com meu pai, às vezes ele não é nada compreensivo. Tento fazer do jeito dele... Nada. O carro morre de novo. Tento fazer do meu... Saio. Após assassinar o carro mais algumas vezes, já são 10h e meu pai pede para ir guiando o carro pra onde viemos. Primeira, segundo, terceira, quarta. Tenho um carro atrás de mim, ta colado. Dois caras mal-encarados dentro. Droga. Meu pai manda eu entrar na rua. Tem bastante trânsito, droga! Ainda não consigo dirigir assim, não tive essa lição. Encosto. Passo o carro pro meu pai. Vamos para casa.

Banho. Lanche. Nathalia me liga. Fico de pega-la perto do Cidade Jardim. Espero o pessoal aqui de casa se ajeitar. Saímos. Pego Nathalia no Cidade Jardim. Vamos conversando todo o caminho até a casa da minha avó. Ela disse que se saiu bem no simulado, isso é bom. Chegando na casa da Vovó vou logo babar meu primo novinho. Olhos azuis, cabelinho loiro... Minha cara! Pelo menos tem meus cílios! Hehe...

Almoço. Brinco com Nathalia. Tiro onda com minha primas. Uma dor de cabeça fdp começa a tirar meu bom-humor. Minha mulher também ta cansada. Deitamos em uma das camas, Nathalia quer cochilar. Apoio minha cabeça no travesseiro e Nathalia põe a cabeça dela no meu peito. Ela ta com o rosto voltado pra mim. Fico ali com dor de cabeça. Calado. Apenas velando o sono dela. Ela dorme como um anjo. Nenhum barulho. Mal se mexe. Me sinto feliz de estar ali com ela...

Acordo. Acabei adormecendo também. Nathalia ainda ta dormindo. Minha mãe me chama, precisamos ir embora. Desperto ela com um beijo em sua boca de leve. Ela sorri e diz que me ama. Me despeço da primaiada e vou pra casa. No caminho paro num vendedor de DVD "oficial" e compro Watchmen para assistir. Filme. São quase 19h já e estamos cansados e com fome. Nathalia me pede que eu vá deixa-la na parada, ela precisa ir pra casa. Eu vou sim. Espero ela subir no ônibus e volto andando pra casa pelas ruas escuras.

Um sujeito mal-encarado olha para mim, ele ta sentado numa moto em uma esquina. Perigoso. Parece até que eu sou imã para sujeitos assim. Porra.

Apresso o passo e logo estou em casa. Não fui a vítima da vez. Morto de fome, vou jantar. Como pão com patê de presunto e mortadela. Banho demorado, saio revigorado. Meus pais estão usando os computadores, fico sem nada. Vou jogar PS2. Kingdom Hearts 2. Cochilo enquanto jogo. 30 minutos depois eu acordo. Merda, morri! Tudo bem, melhor salvar e desligar isso logo. Noto que meu pai está jantando. Aproveito para tomar posse do computador.

Msn de novo. Twitter. Orkut. Tudo certo, vou conversar. Papo de banda, tá tudo certo pro ensaio sexta... Vai ser do caralho! É Noise! Vamo fazer barulho! Falo com Petra e Marcella... Fazem 3 dias que elas tão juntas! Adoro lesbianismo. To zoando elas, Marcella tem namorado. Tony ta feliz, deu tudo certo pra ele. Larissa é um porre, mas eu supero, sei que ela me adora. Jujuba pede pra eu atualizar meu Blog, ela ta acompanhando direitinho. Pega porra! Tenho uma leitora assídua! Hehe...

O sono vai me vencendo enquanto termino o post. Nathalia me liga pra dar boa noite. Boa noite, amor, dorme bem! Pode ter certeza que eu vou dormir pensando em você vestida de anjinha!

Lembro do rosto dela dormindo. Um anjo mesmo. E no fim do dia... É tudo por ela. Justamente como na música do Eminem.

O cansaço me vence. É o fim do post de hoje. Boa noite, vou apagar ali.

Feliz dia do sexo ;D~